Arnaldo Jardim destaca união entre agricultura e meio ambiente em webinar sobre pauta positiva da Câmara dos Deputados

Por: Assessoria de Comunicação

As possibilidades de integração e diálogo entre agricultura e preservação ambiental foram destacadas nesta terça-feira, dia 11, pelo deputado federal Arnaldo Jardim no webinar Abrig “Pauta Positiva da Câmara dos Deputados – Economia Sustentável”. O evento contou com mediação da presidente da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), Carolina Venuto, e do vice-presidente, Marcelo Moraes, além do deputado federal Rodrigo Agostinho.

Presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Sucroenergético e da Frente Parlamentar da Economia Verde e integrante da diretoria da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Jardim acredita ser totalmente possível que o Brasil continue quebrando recordes de produção no campo, alimentando o mundo e preservando sua biodiversidade – ao mesmo tempo em que se move rumo à uma economia circular, de baixo carbono.

Mas o deputado atentou para um obstáculo para uma discussão mais produtiva sobre essa relação. “Vivemos um clima no Brasil que eu não festejo. O tom nos últimos anos é de extrema polarização política e de radicalização de posições. Isso simplifica o debate e se festeja os gladiadores em vez de se saudar os construtores.”

Para Jardim, “é impositivo daqui por diante, já era, mas agora inalteravelmente, que busquemos conciliar a questão da atividade econômica, da produção, com a sustentabilidade. Isso se exige nas relações entre as nações, entre as empresas privadas, que já se organizam levando em conta o conceito de Governança Ambiental, Social e Corporativa”.

O parlamentar frisou que todos os procedimentos que países como China e os integrantes do bloco europeu estão tomando, no sentido de reativar sua economia, consideram fortemente a questão da sustentabilidade “lato sensu como determinante para as atividades de produção e consumo. Teremos que estabelecer claramente o processo onde as moedas verdes passam a ser algo cotidiano do ponto de vista da gestão financeira das empresas, e os governos vão ter que se adequar a isso”.

Arnaldo Jardim se disse otimista com o que ele chamou de “espírito de convergência que se amplia na Câmara dos Deputados. Acho que podemos ter um bom caminho, um bom protagonismo”.  Ele citou, por exemplo, a aprovação na Câmara do substitutivo do texto de sua autoria sobre o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que aguarda ser votado pelo Senado Federal e retorna à Câmara.

Protagonista

“O Brasil está sempre na zona central dessa discussão socioambiental por causa das nossas características. Precisamos discutir essas questões, a imagem do Brasil mundo afora na questão ambiental e as consequências disso. A Abrig foi muito feliz nos convidados, que são especialistas neste tema”, elogiou Moraes sobre o evento.

Essa centralidade foi ressaltada também por Rodrigo Agostinho, da Frente Parlamentar Ambientalista. “Do ponto de vista da sustentabilidade, o Brasil é um grande player. Estamos em um momento do mundo de transição de uma revolução industrial para outra, saindo da queima de petróleo, carvão, madeira, gás, para uma diferente, baseada na energia limpa. Se não houver essa mudança, o planeta Terra acaba, estamos em um momento muito delicado”, opinou.

Ele reforçou que essa revolução vai acontecer de qualquer maneira. “O Brasil pode liderar ou ficar para trás. Temos aqui 20% das plantas e dos animais do mundo, 1/3 de todas as florestas tropicais do mundo. O Brasil é o país que mais tem floresta tropical e o que mais derruba floresta tropical no mundo todo. Temos 40 milhões de hectares desmatados e não usados, podemos ampliar a produção sem precisar derrubar florestas”, adicionou, completando que “o PSA é uma estratégia importantíssima para se preservar a floresta em pé em áreas privadas”.

Agostinho também elencou necessidades como políticas públicas, estrutura de fiscalização, de incentivo e de apoio a Estados e municípios. “O governo federal sozinho não vai resolver isso. Precisamos ter um plano para a Amazônia. Mais do que uma lei, uma política. O Congresso está de certa forma liderando este debate, mas só aprovar projeto de lei não resolve, não basta ter uma determinada lei instituindo uma política se essa política não é executada.”

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