Arnaldo Jardim coordena coalizão lançada para garantir protagonismo dos biocombustíveis brasileiros

Por: Assessoria de Comunicação

No webinar “Integração entre biocombustíveis: estratégias para superar a crise, nesta quinta-feira, 4 de junho, a Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético e a Frente Parlamentar do Biodiesel e entidades de todo o País lançaram a Biocoalizão. O objetivo é incentivar os biocombustíveis como instrumentos de protagonismo brasileiro no mundo pós-pandemia.

“A Biocoalizão, que é o que nos celebramos hoje, significa uma somatória, uma articulação. Mas mantém cada uma das frentes parlamentares na sua dinâmica. A ideia que se pensou em um primeiro instante foi criar uma nova frente, mas optamos por fazer essa ação integrada”, explicou o deputado Arnaldo Jardim, presidente da Frente do Setor Sucroenergético e escolhido como coordenador da Biocoalizão.

Ele destacou ainda que os biocombustíveis têm o compromisso com a sustentabilidade, são a ferramenta para atender as metas de redução de emissão de gases de efeito estufa, além de constituir uma cadeia produtiva muito relevante.

“O contexto do Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) se reforça, poucas comemorações têm a relevância daquilo que são os biocombustíveis como uma demonstração concreta de que o Brasil deverá ter um protagonismo muito importante na questão ambiental”. Para Jardim, esta é a oportunidade de ser vanguarda neste novo momento, onde se torna cada vez mais real e necessária a transição para a economia verde, a economia de baixo carbono.

O deputado elencou pontos que já devem ser incluídos na pauta de trabalho da Biocoalizão: incentivo à warrantagem para o setor do etanol ter capacidade de enfrentar a crise, definição sobre a taxação dos CBios e novas metas do RenovaBio e a chegada do B13, uma forma de reduzir a importação de diesel e de garantir a oferta de farelo de soja para o mercado interno.

Mais fortes

A coalizão solidifica um trabalho conjunto que já é realizado pelos produtores de biocombustíveis e se encaixa nas mudanças que o mundo pós-pandemia exige em questões como consumo e sustentabilidade. “Essa coalizão não é novidade porque ela já rendeu frutos para o Brasil e para o mundo”, comentou Evandro Gussi, presidente da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), sobre este trabalho conjunto do setor.

Para ele, “há uma grande capacidade de construções de relações. Essa coalizão faz todo o sentido. Temos nas mãos uma das maiores dádivas e um dos maiores ativos, que são os biocombustíveis. Somos patrimônio nacional e internacional. Somos o combustível do presente e o combustível do futuro”.

Um futuro que precisa considerar o que a pandemia tem ensinado à humanidade. É preciso oxigênio, opinou Plínio Nastari, presidente da Datagro e integrante do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). “Nestes tempos de pandemia fica cada vez mais clara a importância do controle da poluição do ar. Estamos falando de questões que tratam da respiração, e os biocombustíveis são fundamentais para o controle da poluição atmosférica. Precisamos fazer um esforço racional e internacional para levar essa mensagem”, reiterou.

Nastari frisou que essa união de entidades é muito representativa porque a bioenergia é negligenciada no mundo “porque, sendo sua natureza de produção agrícola, sofre barreiras comerciais e conceituais em vários mercados. E alguns acreditam que ela compete com os combustíveis tradicionais.

Uma das organizadoras do evento, a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) quer reforçar a missão dos biocombustíveis, “que é dotar a humanidade de uma alternativa para a substituição do petróleo, que há mais de um século vem sustentando as atividades de desenvolvimento da humanidade”, nas palavras de Juan Diego Ferrés, presidente do Conselho da entidade. “Foi comprovada uma incompatibilidade entre esse modelo atual de desenvolvimento e o equilíbrio do planeta”, adicionou no webinar, que reuniu cerca de 500 pessoas e pode ser assistido no canal da Ubrabio no YouTube.

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