Arnaldo Jardim reforça apoio ao cooperativismo e destaca perspectivas para o ramo crédito dentro do setor

Por: Assessoria de Comunicação

Representante das cooperativas de crédito na Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o deputado federal Arnaldo Jardim participou na quinta-feira, 19 de novembro, do “Café Cooperativo” com a presidente executiva do Sicoob Cecres, Taís Di Giorno. “Tivemos a oportunidade de falar sobre as grandes perspectivas para o cooperativismo de crédito no Brasil! Reforcei nossa atuação por este setor que tem crescido a cada dia”, destacou Jardim.

“Temos trabalhado juntos para que as cooperativas de crédito tenham um ambiente legal e regulatório que sustente essa escalada. Há 11 anos, comemorávamos a sanção da Lei Complementar 130/2009, que tive a honra de relatar na Câmara Federal, que instituía formalmente o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC)”, continuou.

Para o deputado, o Sistema foi um marco que trouxe previsões legais importantes para que o setor trilhasse um caminho de desenvolvimento e chegasse a esses indicadores. Agora, diz Jardim, o objetivo é trazer para a LC 130/2009 pontos que vão oxigenar seus conceitos sem perder o respeito aos princípios do cooperativismo.

“Como representante das cooperativas de crédito na Frencoop, agora sou autor do PLP 27/2020 na Câmara dos Deputados e é fruto de um diálogo constante com a OCB e com o Banco Central. A ideia é modernizar a governança, profissionalizar ainda mais a gestão e trazer a possibilidade de novos negócios. Tenho certeza de que, assim teremos um cooperativismo de crédito ainda mais forte e atuante. Para o País, isso significa educação financeira, inclusão e democratização do crédito a milhares de brasileiros”, explica o parlamentar.

Números

As cooperativas aparecem na liderança da concessão de crédito a pequenos negócios durante a crise do coronavírus, de acordo com pesquisa realizada em maio de 2020 pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O cooperativismo de crédito respondeu por 31% desses empréstimos, seguido dos bancos privados com 12% e dos bancos públicos com 9%. Com isso, empreendedores de várias partes do país conseguiram recurso para manter suas atividades e equipes.

O total de cooperados passou dos 7 milhões registrados em 2014 para 11,6 milhões em 2019, o que mostra uma procura crescente dos brasileiros pelo modelo cooperativo. Essas quase 12 milhões de pessoas que hoje são associadas a cooperativas de crédito representam 24% do total de clientes do SFN, de acordo com o Banco Central (BC/2018), mas a ideia é chegar aos 40% até 2022.

 

O setor tem se destacado de tal maneira que o próprio órgão regulador reconhece esse desempenho e aposta em um crescimento ainda maior. Aliás, esse desempenho reflete também o apoio do BC com políticas públicas de estímulo às cooperativas de crédito, como a inclusão na Agenda BC#.  Em 2018, esse número era de 33%. Hoje, em 594 municípios brasileiros, as cooperativas têm presença exclusiva, garantindo atendimento à população local.

Com a maior rede de atendimento do país, contando com 6.045 postos, as 884 cooperativas de crédito contabilizaram R$ 267,3 bilhões em ativos totais em dezembro de 2019. Essa participação no mercado financeiro brasileiro, que hoje já chama a atenção, pode ser ainda mais expressiva, e o cooperativismo de crédito conta com aliados importantes nessa jornada: a OCB, que representa as cooperativas no país, inclusive as de crédito, o Banco Central e a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop).

 

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