Associação é lançada para fomentar no Brasil a geração de energia a partir dos resíduos sólidos

Por: Assessoria de Comunicação

A Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos (Abren) foi lançada no dia 24 de setembro, em Brasília, com a presença do deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania), autor da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). O objetivo da entidade é trabalhar para o desenvolvimento de um novo mercado que utiliza o lixo urbano como combustível para produção de eletricidade.

A Associação visa representar empresas de recuperação de resíduos, reciclagem, compostagem, fabricantes de equipamentos, investidores em energia e, também, trabalhar junto às organizações nacionais e internacionais, entidades públicas, governos, para promover o Waste-to-Energy (energia a partir de resíduos) no Brasil.

“Avançamos muito sem dúvida, mas ainda há muito para ser feito. A implementação da lei tem sido um aprendizado para todos os setores e trouxe inúmeros ensinamentos, dentre os quais, a necessidade de maior integração entre os poderes no sentido de se adotar uma visão comum para a adequada implementação da PNRS”, apontou Arnaldo Jardim.

Para o deputado, “é importante ainda estarmos abertos à incorporação de novos princípios. O modelo da Economia Linear de extrair, transformar e descartar, ainda que de forma ambientalmente adequada, está atingindo seus limites”.

De olho em um mercado potencial estimado em cerca de 200 mil consumidores comerciais, industriais, iluminação pública e prédios públicos conectados na baixa tensão, a Abren propôs ao Ministério de Minas e Energia a antecipação do cronograma de abertura do mercado exclusivamente para a geração de energia a partir de resíduos sólidos.

Essa abertura ocorreria em 2021 para esse segmento e atingiria consumidores acima de 5.000 kWh por mês, que representam 0,02% das unidades atendidas no país e têm carga total em torno de 2 GW médios. A Abren apresentou a proposta de tratamento preferencial para a venda de energia das usinas WTE em contribuição à Consulta Pública 77, que trata do calendário de abertura do mercado.

De acordo com o advogado Yuri Schmitke, presidente executivo da Abren, se o Brasil conseguisse destinar 35% dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) para usinas Weste to Energy, teria um potencial de geração de energia elétrica de 1.300 GWh/mês – montante suficiente para suprir aproximadamente 3,29% da demanda nacional de energia e permitir investimentos na ordem de R$ 28 bilhões.

Sustentável

Uma usina de WTE gera oito vezes menos CO2 que uma usina térmica tradicional. Investimentos no setor já estão sendo feitos. A Foxx Haztec, empresa brasileira especialista em soluções ambientais, já está construindo a primeira usina de incineração e recuperação energética do Brasil, em Barueri, em São Paulo.

O projeto tem capacidade de tratar 825 toneladas de resíduos urbanos por dia. A potência instalada do projeto é de 25 MW, com garantia física de 20 MW. Estima-se que o investimento no empreendimento pioneiro será de R$ 320 milhões. Até 2031, o Brasil precisará investir R$ 11,6 bilhões por ano em infraestrutura para a gestão sustentável dos resíduos sólidos.

Completam a diretoria executiva da Abren: Adilson Lima, diretor Financeiro; Carlos Souza, diretor Técnico; Rubens Aebi, diretor Institucional e de Comunicação; Andrea Formiga, diretora de Relações Governamentais; Cláudio Girardi, diretor Jurídico; e Cristianne Gonçalves, secretária executiva. O executivo Mário Menel foi convidado para ser o presidente do Conselho de Administração.

Confiram as fotos do evento

 

Assessoria de Comunicação

Deputado federal – Arnaldo Jardim – Cidadania/SP

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