Dia do Consumo Consciente destaca a importância da economia circular

Por: Assessoria de Comunicação

Nesta terça-feira, 15 de outubro, é comemorado o Dia do Consumo Consciente – instituído pelo Ministério do Meio Ambiente para chamar a atenção da sociedade para os riscos da produção e do consumo exagerados. A data foi criada em 2009. A ideia é despertar a consciência do público para os problemas sociais, econômicos, ambientais e políticos causados pelo exagero no consumo.

O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania) lembra que o Brasil conta com boas iniciativas que vão de encontro à necessidade cada vez maior de conscientizar sobre o ato de consumir – levando em conta que os recursos do planeta são finitos e precisam ser reaproveitados.

Uma das iniciativas é de autoria de Arnaldo Jardim, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que completou 9 anos. “Foram duas décadas de tramitação no Congresso Nacional para conseguirmos aprovar esta lei revolucionária em termos ambientais, capaz de enfrentar um problema antigo do Brasil e do mundo: o que fazer com todo o lixo”, lembra o deputado.

“Nos últimos 10 anos, o volume de lixo cresceu 21% no Brasil. Estima-se que o País produza, a cada 24 horas, 240 mil toneladas de lixo, ou seja, mais de um quilo de resíduos por habitante/dia”, continua, elencando ainda a entrada definitiva da bioeconomia como modelo de consumo mundial.

A bioeconomia é uma oportunidade real e imediata para o avanço econômico e social do Brasil. Hoje, o setor já movimenta globalmente mais de US$ 2 trilhões e suas atividades estão no cerne de pelo menos a metade dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, desde a segurança alimentar até a garantia de acesso à energia e saúde.

Seu desenvolvimento deve considerar os interesses da sociedade civil brasileira em alinhamento com as aspirações dos setores empresarial, academia e do governo brasileiro, pautando-se sempre pelo respeito à segurança alimentar, à preservação do meio ambiente e à saúde humana, além de promover a competitividade da indústria nacional frente ao mercado global.

As soluções inovadoras da bioeconomia, em especial aquelas provenientes do uso da biotecnologia industrial, fornecem uma contribuição vital na transição das atuais práticas econômicas não-sustentáveis, para sistemas industriais renováveis – a economia circular e de base biológica – aliando inovação e sustentabilidade para a solução dos principais desafios globais.

Relacionada a ela, lembra Jardim, está também a economia circular, que é um novo modelo de crescimento que leva em conta as fragilidades do meio ambiente, reconhecendo que o único caminho é reduzir o uso de matérias-primas e aumentar a sua reutilização.

O modelo circular assume que os produtos e serviços têm origem em fatores da natureza, e que, no final de vida útil, retomam à natureza através de resíduos ou através de outras formas com menor impacte ambiental. Consiste num ciclo de desenvolvimento positivo contínuo que preserva e aprimora o capital natural, otimiza a produção de recursos e minimiza riscos sistêmicos administrando stocks finitos e fluxos renováveis.

No fim, este modelo pretende acabar com ineficiências, ao longo ciclo de vida do produto, desde a extração das matérias-primas até à sua utilização, pelo consumidor, através de uma gestão mais eficiente dos recursos naturais, minimizando ou erradicando a criação de resíduos e prolongando, ao máximo, a vida útil e o valor do produto. Seu objetivo é manter produtos, componentes e materiais em seu mais alto nível de utilidade e valor o tempo todo.

 

Assessoria de Comunicação

Deputado federal Arnaldo Jardim – Cidadania/SP

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