Embrapa Agroenergia apresenta agenda estratégica de inovação para o açúcar e o etanol brasileiros

Por: Assessoria de Comunicação

A Embrapa Agroenergia apresentou na manhã desta sexta-feira, 18, ao deputado federal Arnaldo Jardim a elaboração de uma agenda estratégica de inovação para a cadeia produtiva do açúcar e do álcool. A estratégia para a construção da agenda e seus impactos esperados foi apresentada por Alexandre Alonso, chefe-geral da unidade.

“Quem conhece o setor agro sabe da importância da Embrapa e da essencialidade das pesquisas e iniciativas desenvolvidas. A ciência e a tecnologia são fatores preponderantes para que o Brasil possa explorar sua potencialidade em biocombustíveis como o etanol, o biodiesel, o biogás e a bioquerosene”, destacou Arnaldo Jardim.

Presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Sucroenergético e coordenador da Coalizão para os Biocombustíveis – Biocoalizão, Jardim considera a iniciativa uma ferramenta importante para que o Brasil implemente efetivamente a política nacional dos biocombustíveis, o RenovaBio.

“A ciência e a tecnologia trarão a inovação para um setor que já é dinâmico por si só como o sucroenergético, mas pode oferecer ainda muito mais para o País”, elogiou o deputado. Jardim lembrou que para atender as metas do RenovaBio será preciso investir nestas áreas estratégicas para oferecer condições para os produtores rurais e usinas. A inovação é a chave para que o Brasil entre definitivamente na nova economia, a economia de baixo carbono, a economia verde.

Competindo

Inovação, na visão de Alonso, “é e sempre será um fator de diferenciação e competitividade de países, setores e indústrias”. Não por acaso, uma pesquisa recente feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que 83% das empresas acreditam precisar de inovação para garantir crescimento e sustentabilidade de seus negócios, principalmente no período de pós-pandemia de Covid-19 que se avizinha.

A demanda pela elaboração da agenda partiu da presidência da câmara setorial atendendo a um pedido da ministra Tereza Cristina, do Mapa, para que sejam elaboradas agendas estratégicas para cada setor.

A proposta inicial é criar um planejamento estratégico para a promoção da inovação nos setores de açúcar e álcool por meio da análise de oportunidades e desafios (diagnóstico do setor), definição de metas e ações estratégicas a serem realizadas em curto, médio e longo prazo.

A expectativa é que o documento defina uma ou mais metas de impacto, que são metas para o mercado/setor, e também um conjunto de metas para inovação, além de ações estratégicas de PD&I, Transferência de Tecnologia e Políticas Públicas.

“A proposta é que a agenda sirva de guia para as instituições de ciência, tecnologia e inovação que atuam nos setores de açúcar e etanol. Dessa maneira, cada instituição poderá posteriormente direcionar suas próprias agendas, dentro de seu modelo de negócios, para uma ação coordenada que impulsione o setor como um todo”, afirma Alonso.

A agenda será construída por um grupo de trabalho coordenado pela Embrapa Agroenergia e composto por representantes da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa), Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Fórum Nacional Sucroenergético (FNS), Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio) e Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar). A previsão é de que o documento com todas as propostas seja apresentado à Câmara Setorial para a aprovação ainda em 2020.

Em novembro do ano passado, a Embrapa Agroenergia lançou a Agenda de Inovação para a Cadeia Produtiva do Biodiesel, organizada no âmbito da Câmara Setorial de Oleaginosas e Biodiesel, por ocasião do VII Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia e Inovação de Biodiesel. “Seguiremos na elaboração da agenda de inovação das cadeias do açúcar e do álcool, estratégia semelhante à adotada quando da construção da agenda do biodiesel”, avaliou Alonso.

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