Jardim sobre Bolsonaro: fabrica crises institucionais nos fins de semana

Por: Assessoria de Comunicação

O líder do Cidadania na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (SP), condenou as atitudes do presidente Jair Bolsonaro, “que menospreza a dimensão da situação do coronavírus e que, nos fins de semana, fabrica crises institucionais, quebrando a unidade do país, tão necessária neste momento”.

O parlamentar fez a declaração nesta segunda-feira (04), quando encaminhava o voto favorável do partido à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do chamado orçamento de guerra, que tratará especificamente dos gastos relativos à pandemia, separado do orçamento geral da União, para viger durante a crise.

O líder acrescentou que Bolsonaro, em eventos de aglomeração de pessoas na frente do Palácio do Planalto, “o presidente deliberadamente desincentiva o isolamento social, quando quase convida a população a quebrar as regras definidas pelas autoridades sanitárias”. A medida adotada no país tem o objetivo de evitar o contágio e conter a crise do coronavírus, poupando vidas.

Votação

A PEC já foi aprovada pela Câmara e pelo Senado, que a modificou, o que fez com que a proposta voltasse à avaliação dos deputados. O deputado do Cidadania ressaltou o caráter excepcional do orçamento de guerra e afirmou que é necessário “manter o equilíbrio e a sensatez que têm guiado o Legislativo”, ao lidar com todos os desafios da pandemia. “Desejamos que o Executivo também cumpra seu papel”, disse.

Jardim destacou o fortalecimento nas atribuições do Banco Central – constante no texto da proposta -, que passa a poder comprar e vender títulos secundários para melhorar a liquidez nos mercados local e nacional. Segundo o parlamentar, “ao BC cabe não só zelar pela moeda, mas também cuidar da atividade econômica”, cujo bom desempenho norteará o comportamento do Brasil após a pandemia.

O texto aprovado estabelece que os papéis devem ter nota BB- ou superior por parte das agências classificadoras internacionais, uma medida que o líder considera limitadora à participação das pequenas e médias empresas, que não podem arcar com os custos dessas avaliações. O Cidadania apresentou um destaque para mudar essa situação, mas não foi aprovado.

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