Maior evento de saneamento do mundo realiza sua primeira edição na América Latina

Por: Assessoria de Comunicação

O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania) participou na manhã desta segunda-feira, 18 de novembro, em São Paulo, da abertura da 19ª edição do “World Toilet Summit “(WTS). O evento é promovido há 18 anos consecutivos pela World Toilet Organization (WTO) e é o maior evento de saneamento do mundo.

Esta é a primeira edição na América Latina, que tem programação até a terça-feira, 19 de novembro, o Dia Mundial do Banheiro, comemorado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em todo o mundo. O problema da falta de banheiros, água tratada e esgotamento sanitário está em todo o mundo.

O evento recebeu autoridades de diversos países, formadores de opinião, especialistas internacionais, políticos, instituições internacionais e nacionais, além de membros da ONU para discutir o problema.

Integrante da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a atualização do marco do saneamento básico brasileiro, Arnaldo Jardim lembrou que “ter saneamento básico é um fator essencial para um país poder ser chamado de país desenvolvido. Os serviços levam à melhoria da qualidade de vidas das pessoas, redução da mortalidade infantil, melhorias na educação, na expansão do turismo, na valorização dos imóveis, na renda do trabalhador, na despoluição dos rios e preservação dos recursos hídricos”

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e Unicef, em pleno século 21, mais de 1 bilhão de pessoas não têm acesso sequer a um banheiro. Bilhões vivem em condição precária de serviços de saneamento básico. No Brasil são aproximadamente 4 milhões de pessoas sem acesso a banheiros.

O Brasil também apresenta indicadores alarmantes de acesso à água tratada, coleta e tratamento de esgotos. Segundo os números oficiais do Governo Federal, aproximadamente 35 milhões de pessoas não têm acesso à água potável – equivalente à população do Canadá – e quase 100 milhões de pessoas ainda vivem em moradias sem acesso a saneamento – o dobro da população da Espanha.

46% do esgoto gerado é tratado, sendo o restante despejado diretamente na natureza degradando cada vez mais os recursos naturais e principalmente os corpos hídricos. Mesmo no Estado de São Paulo, o que mais investe em saneamento básico e que conta com melhores indicadores, ainda há desafios e avanços a serem realizados, inclusive na despoluição de seus rios.

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