Presidido por Arnaldo Jardim, simpósio debate Renovabio e Rota 2030

Por: Assessoria de Comunicação

A frente parlamentar pela valorização do setor sucroenergético, presidida pelo deputado Arnaldo Jardim, promoveu simpósio para debater a plena implantação do Renovabio e as perspectivas do Rota 2030. São políticas que visam aproveitar o papel estratégico dos biocombustíveis e também estabelecer regras para a fabricação de automóveis no Brasil nos próximos 15 anos, com foco na eficiência energética e na inovação. “Temos um orgulho extraordinário de poder apresentar o Brasil como país de matriz energética mais limpa do mundo, com combustíveis absolutamente diferenciados”, disse o parlamentar.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque também participou do evento. Segundo ele, os derivados de cana-de-açúcar são a segunda fonte energética do país, atrás apenas do petróleo. A contribuição do setor sucroenergético para a redução na emissão de dióxido de carbono, disse o ministro, “tem sido primordial”. Em 2018, informou, “as emissões evitadas por causa do uso do etanol rodoviário foram de 47 milhões de toneladas de gás carbônico, correspondentes a 11% das emissões totais feitas por combustíveis fósseis”.

Jardim avaliou que, no seminário, Renovabio e Rota 2030 se mostraram muito atuais. “As presenças do ministro e de seu secretário da área possibilitaram a discussão de como está a regulamentação”, salientou. Ao final, o deputado afirmou que teve a impressão de que os prazos estão sendo cumpridos e que o Renovabio entrará em pleno vigor a partir de 1º de janeiro de 2020. Comentando o Rota 20, Jardim falou sobre o carro elétrico e analisou: “Fica evidente que “o híbrido elétrico e etanol é muito mais compensador”.

Dois painéis separaram os temas e possibilitaram maior clareza nas discussões. Evandro Gussi, presidente da Única, falou sobre a revolução urbana feita a partir dos biocombustíveis. O uso deles, assinalou, melhorou a qualidade do ar em São Paulo, que era muito ruim. Em todas as grandes metrópoles do Brasil, a utilização do combustível verde teve esse retorno.

Márcio Félix, do Ministério das Minas e Energia, revelou que a comunicação, o desafio de explicar o Renovabio para o público leigo, foi difícil. O programa “ajudou a unir o setor de biocombustíveis e este ao setor de derivados de petróleo”. Alexandre Lima, presidente da Feplana, afirmou que a frente parlamentar trará muitos frutos ao setor sucroenergético. André Rocha, do Frórum Sucroenergético, destacou a importância de todos estarem juntos na caminhada. “Sozinho, muitas vezes você vai mais rápido, mas juntos é vamos mais longe”.

No segundo painel, Henry Joseph Júnior, da Anfavea, observou que o crescimento da produção de biocombustíveis é “extraordinário”. No primeiro trimestre deste ano, informou, a substituição de gasolina por etanol foi de 45,3%. “Um belo exemplo”. Igor Calvet, do Ministério da Economia, apontou que a cadeia dos biocombustíveis pode gerar mais um milhão de empregos com a expansão.

São programas que visam aproveitar o papel estratégico dos biocombustíveis e também o estabelecer regras para fabricação de automóveis no Brasil nos próximos 15 anos, com foco na eficiência energética e na inovação. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque participou do evento, realizado na Câmara dos Deputados. O simpósio contou ainda com a participação de representantes de entidades representativas do setor. Jardim explicou como está a perspectiva de implantação de ambas as políticas.

O RenovaBio é uma política de Estado que objetiva traçar uma estratégia conjunta para reconhecer o papel estratégico de todos os tipos de biocombustíveis na matriz energética brasileira, tanto para a segurança energética quanto para mitigação de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa.

Diferentemente de medidas tradicionais, o RenovaBio não propõe a criação de imposto sobre carbono, subsídios, crédito presumido ou mandatos volumétricos de adição de biocombustíveis a combustíveis.

Assessoria de comunicação

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