Setor de máquinas e equipamentos discute oportunidades com Arnaldo Jardim

Por: Assessoria de Comunicação

A Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) abriu na segunda-feira, 30 de setembro, a quinta edição do Congresso Brasileiro da Indústria de Máquinas e Equipamentos, na sede da entidade, em São Paulo. Representando a Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMAQ), o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania) destacou a importância do setor para a retomada do crescimento da economia brasileira.

Mencionando avanços como a aprovação da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jardim destacou que o Poder Legislativo vem atuando para criar um clima favorável para essa retomada. “Estamos elaborando o novo Marco Legal das PPPs para dar mais segurança jurídica aos investimentos e entregamos a Reforma Previdenciária para que o Brasil volte a crescer, e o setor de máquinas é parte fundamental nesse processo”, avaliou.

Com o tema “Cenários para uma Indústria em Transformação”, o Congresso continua nesta terça-feira como uma oportunidade de reunir líderes de áreas estratégicas para dialogarem as tendências da indústria e apresentar os novos desafios do setor, como o acirramento da concorrência global e a reorganização das grandes empresas transacionais, que impactam a competitividade e o futuro da Indústria no Brasil.

Para o presidente do Conselho de Administração da Associação, João Marchesan, com o Congresso, “a Abimaq propõe transformações na indústria, porque a indústria global está em transição. A chegada de novas tecnologias e a disputa pela hegemonia econômica mundial têm reorganizado a produção em termos geográficos”.

O evento conta com a participação dos economistas Bernard Appy e Luiz Carlos Hauly, e do presidente do Conselho de Administração da Riachuelo, Flávio Rocha, que debaterão propostas da Reforma Tributária. Também compõem os debates o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, e o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Alexandre da Costa.

Dois painéis são mediados pelo ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, e um painel por João Emílio Padovani, gerente executivo de Política Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Para baixo

O evento é realizado em um momento crucial. A ABIMAQ revisou mais uma vez para baixo a estimativa de crescimento do setor de máquinas e equipamentos, após a apuração dos resultados do mês de agosto. Agora, a previsão de crescimento é de apenas 1%; em janeiro a expectativa era de alta de 5%.

Isto apesar de as vendas para o mercado doméstico terem aumentado 15,6% na comparação com julho (a receita líquida total cresceu 9,9%). Na comparação com agosto do ano passado, porém, o resultado ficou 2% abaixo. As vendas para o mercado externo decepcionaram, inviabilizando a superação do resultado alcançado no mesmo mês de 2018 (R$ 7,7 bilhões.

Em 2019, aponta a entidade, a redução das vendas é decorrente da desaceleração das atividades no mercado internacional; no mercado doméstico as vendas de máquinas cresceram 5,9% em relação a 2018. No mês de agosto, as exportações de máquinas e equipamentos apresentaram retração de 2,6%, quando comparado com o mês imediatamente anterior, e 15,7%, na comparação com agosto de 2018.

Já no acumulado do ano (janeiro a agosto), a retração é de 5,1%. Nesse período, as vendas para a América Latina caíram 17,8%, enquanto para o Mercosul a queda foi de 38,3% – ambas as regiões obviamente impactadas pela redução das exportações para a Argentina, hoje 41% abaixo do mesmo período do passado. As vendas para a Europa também estão em queda: 31,2% no acumulado do ano, enquanto as vendas para os EUA cresceram 29,6%.

Já no campo das importações os números são todos positivos. Em agosto, houve aumento das importações de máquinas e equipamentos, tanto em relação a julho (24%) quanto na comparação com agosto de 2018 (60%). Com isso, no ano (jan-ago), as importações superaram em 17% o resultado observado em 2018. O déficit na balança comercial do setor alcançou US$ 5,42 bilhões no acumulado do ano, superando em 59,6% o apurado no mesmo período de 2018.

 

Assessoria de Comunicação

Deputado federal – Arnaldo Jardim – Cidadania/SP

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