Tenho absoluta certeza de que produzimos com sustentabilidade, reforça Arnaldo Jardim em fórum da bioenergia

Por: Assessoria de Comunicação

Presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Sucroenergético e da Frente Parlamentar da Economia Verde, o deputado federal Arnaldo Jardim destacou a sustentabilidade da produção brasileira nesta quarta-feira, 19, no “Fórum UDOP – O futuro sustentável do setor da bioenergia”. O evento foi realizado em ambiente virtual pela União Nacional da Bioenergia (Udop).

“Eu tenho convicção não só do nosso potencial de produzir, mas tenho absoluta certeza de que produzimos com sustentabilidade. Os fatos devem ser repetidos: temos um grau de reserva de cobertura vegetal nativa inigualável, a matriz energética mais limpa do mundo, uma matriz de combustíveis absolutamente diferenciada”, lembrou o deputado, adicionando “iniciativas como o plantio direto, sendo que temos no Brasil a maior área do mundo neste sentido”.

Jardim frisou ainda a extensão do uso de fatores biológicos na produção dizendo que “é algo que nos dá muito orgulho. Temos além disso a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que já responde hoje por cerca de 15% da área plantada no País. Além da gestão de resíduos, quer seja com a ação do Campo Limpo, quer seja com toda uma política de descarte com relação àquilo que são os dejetos que vêm da atividade pecuária”.

O deputado reforçou também que o Brasil tem “uma legislação que é extensiva e detalhada. Ela é absolutamente punitiva e de controle, nos falta, entendo eu, é termos uma legislação de estímulo e de prestigio às boas práticas”. Arnaldo Jardim é o relator do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), já aprovado na Câmara e “que é só o primeiro passo de algo que nós queremos ver aprofundado”.

A sustentabilidade, acredita o presidente das frentes, não poderá ser deixada de lado no cenário de retomada econômica mundial pós-pandemia. “Em países da Europa e na China, por exemplo, a retomada é feita do ponto de vista da sustentabilidade. Nós temos condições de ter isso no Brasil de uma forma muito destacada. Fazemos um agro sustentável e temos condições de ampliar isso ainda mais”, apontou, adicionando que “o desafio é o da comunicação. O Brasil ainda é visto internacionalmente como algoz da questão ambiental”.

Opinião ratificada por Renato Domith Godinho, chefe da Divisão de Energias Novas e Renováveis do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE). “Estou de acordo com o deputado Arnaldo Jardim, o Brasil tem uma sustentabilidade intrínseca à produção. A bioenergia sofre muitos ataques ao redor do mundo e boa parte desta fama se deve a práticas que podem ser questionadas, feitas em outros países utilizando a vegetação nativa, como o cultivo de óleo de palma na Ásia”, opinou.

De acordo com Godinho, “esse tipo de coisa na realidade brasileira a gente já superou há muito tempo. A gente sempre tem que defender e reiterar as características da bioenergia, que no Brasil são imensas. Por causa de poucos descuidos na implementação das nossas leis, estamos abrindo flanco para ataques que a gente não precisava abrir”.

O desafio da imagem do Brasil no mundo é o da comunicação, também acredita o deputado estadual Itamar Borges (SP), presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio Paulista (SP-Agro). “No Brasil e em São Paulo temos esse problema da comunicação. O processo mostra que a Amazônia está sendo preservada”, explicou.

O deputado acredita que o setor sucroenergético é o grande responsável pelo recente aumento da área de cobertura vegetal nativa do território paulista. “Essa cobertura vem sendo ampliada e se deve ao setor sucroenergético, que muitas vezes não tem esse papel reconhecido”, avaliou, citando exemplos como o Programa de Regularização Ambiental (PRA) no Estado que, segundo ele, “está em um ponto muito avançado, ouvindo o setor produtivo, o governo se abrindo ao diálogo e prestes a sair, contemplando o que foram os avanços do Código Florestal”.

ESG

Ser ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável deixou de ser apenas uma meta para se tornar numa obrigação para toda e qualquer empresa. O mercado exige, cada vez mais, que os setores se firmem dentro do tripé de sustentabilidade, hoje com uma sigla mais pomposa: ESG (Environmental, Social and Governance), algo como meio ambiente, social e governança.

Esta “nova onda”, na verdade, está sendo puxada pelo mercado financeiro, mas deve se expandir de forma acelerada para todos os segmentos, mesmo para as empresas não listadas em bolsa, demonstrando claramente uma nova tendência de mercado, onde as empresas que se preocupem com estas questões sairão na frente de suas concorrentes.

“Nós podemos liderar essa nova economia. A economia da bioenergia, da bioeletricidade, dos biocombustíveis, de baixo carbono. Ninguém no mundo tem as condições que temos aqui no Brasil para fazermos isso de uma forma exemplar”, finalizou Arnaldo Jardim.

 

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